Sabendo que nem sempre é fácil compreender o que podemos fazer para
ter boa Saúde, o Departamento de
Educação do Instituto Nacional de Cardiologia Preventiva – Prof. Fernando de Pádua
decidiu criar este site, onde, brincando e/ou jogando, podes aprender a promover
e preservar a tua Saúde.

Ilustração retirada de: “Give smoking away in 5 days” –
Victorian Smoking & Health Program, May 1987.
“Tenho 12 /
7, o médico disse que eu estou óptimo.”
Comentários
como este já ouviu muitas vezes.
Estes
números dizem respeito aos valores da Tensão Arterial de um indivíduo.
Mas afinal o
que é a Tensão Arterial?
A Tensão Arterial (T.A.) é a medida da pressão que o sangue exerce contra a parede das
artérias. É expressa habitualmente em
milímetros ou centímetros de mercúrio (120 / 70 ou 12 / 7, por exemplo).
Ao medir-se a Tensão
Arterial, com a ajuda de um aparelho – o esfigmomanómetro – são anotados 2 valores:
Tensão Arterial Máxima (ou Sistólica) – valor observado quando o coração contrai e bombeia sangue
para todo o corpo.
Tensão Arterial Mínima (ou Diastólica) – valor registado quando o coração relaxa e se enche
novamente de sangue.
Se a tensão é alta
significa que o coração tem de fazer um maior esforço para conseguir bombear o
sangue para todo o corpo. Para além disso, as paredes dos vasos sanguíneos
envelhecem mais precocemente, o que pode pôr em risco a irrigação e o
funcionamento de órgãos como o cérebro, os rins e o próprio coração.
Quanto mais alta a Tensão Arterial, maior o risco de Doença
Cardiovascular.
A Organização Mundial de Saúde está sempre a alertar para o facto
de que os valores da Tensão Arterial estão relacionados com o risco de Doença
Cardiovascular (podem referir-se a título de exemplo a angina de peito, o
enfarte de miocárdio, casos de congestão cerebral, etc.).
Quais os valores
normais da Tensão Arterial?
A Tensão Arterial aumenta naturalmente com a idade (1 mm por ano após os 30 anos). Este
aumento resulta do “envelhecimento”
normal das artérias.
Nos adultos até aos 64 anos,
os valores normais de Tensão Arterial
devem ser os indicados no quadro seguinte:
|
Tensão Arterial
|
T.A. máxima
(mmHg) |
T.A. mínima
(mmHg) |
|
|
T.A.
Óptima |
100 - 120 |
60 - 80 |
|
|
T.A.
Normal |
100 - 130 |
60 - 85 |
|
|
T.A.
Normal Elevada |
130 - 139 |
85 - 89 |
|
Hipertensão
|
|
|
|
|
Grau I
(ligeira) |
140 – 159 |
90 – 99 |
|
|
Grau II
(moderada) |
160 - 179 |
100 – 109 |
|
|
Grau III
(severa) |
³ 180 |
³ 110 |
|
|
Classificação da Tensão Arterial (Fonte: O.M.S. e S.I.H. - 1999) |
|||
Como suspeitar
que sofre de Hipertensão Arterial (HTA)?
A H.T.A. não
se sente, mede-se.
Em geral, é denominada de doença
silenciosa, porque pode evoluir sem apresentar quaisquer sintomas.
A T.A. varia naturalmente
durante o dia de acordo com as actividades que realizamos e pode subir
bruscamente em situações muito específicas (pânico, uma noticia repentina,
stress). Torna-se assim necessário medir a tensão diversas vezes em diferentes
ocasiões para ter a certeza de que se é hipertenso.
Em geral, o médico só considera que o doente é hipertenso após 3 medições de T.A. alta separadas entre si
1 a 2 semanas. Há, contudo, aparelhos para vigiar a tensão ao longo das 24h
(todos os 15 minutos) e assim apreciar melhor as reacções da pessoa.
Como tratar a
H.T.A.?
Segundo a O.M.S., o primeiro
passo para o tratamento da H.T.A. é a modificação do estilo de vida.
Se a H.T.A. é diagnosticada, o doente deverá ter alguns cuidados para
evitar maiores complicações:
- parar de fumar (se for fumador, claro...);
- controlar o peso (reduzindo-o um pouco se necessário);
- moderar o consumo de bebidas alcoólicas (recomenda-se mesmo o
abandono de bebidas destiladas);
- diminuir a ingestão de sal;
- praticar uma alimentação inteligente (dieta rica em frutas,
vegetais e cereais e pobre em gorduras);
- aumentar a prática de exercício físico.
O médico pode complementar estas recomendações com medicamentos
anti-hipertensores, se os números são graves ou as medidas acima não resultarem
(ou não forem cumpridas). Estes medicamentos devem ser administradas em doses
de acordo com as características físicas (idade, peso) e com a presença ou não
de outros factores de risco ou de outras doenças associadas (diabetes, ou
doenças das coronárias, por exemplo).
Como prevenir a
H.T.A.?
- Não fume;
- Coma de forma saudável e inteligente (o que implica a redução do
consumo de sal);
- Pratique exercício físico regularmente;
- Se beber, faça-o moderadamente (não mais que 2 dl por refeição);
- Evite o stress.
O Álcool
Aquece - FALSO
Quando se bebe uma bebida alcoólica a sensação de frio na face, nas
mãos, na pele, diminui ou desaparece mesmo, sendo substituída por um certo
rubor, o que leva a afirmar que “o álcool
aquece”.
No entanto, o que acontece na verdade é uma deslocação de sangue, do interior do organismo para a superfície do corpo, por ter ocorrido uma dilatação passiva dos vasos sanguíneos cutâneos. Isto acabará por causar ma considerável perda de calor por irradiação.
Bebendo álcool “para aquecer
num dia de frio”, o que na realidade se dá é um aumento da temperatura
cutânea (por passar a haver maior circulação de sangue) e simultaneamente, os
órgãos no interior do organismo (onde era essencial haver calor) perdem calor,
arrefecidos, por um sangue que volta para o interior, mais frio.
Conclusão:
O álcool não aquece o organismo, mas, pelo contrário, provoca-lhe
perda de calor.
(texto retirado de Mello,
M.L. et al, “Manual de Alcoologia para o Clínico Geral”, Delagrange, Coimbra,
1988)
É habitual afirmar-se que o álcool ajuda a digestão, fazendo com
que o indivíduo, depois de uma refeição copiosa, sinta o estômago “menos cheio”.
No entanto, a sensação do rápido esvaziar do estômago, após a ingestão de uma bebida alcoólica de elevada graduação, corresponde apenas a uma aceleração dos movimentos peristálticos do estômago (por acção irritante na mucosa) com a abertura (anormal) do esfíncter duodenal (o piloro) e consequente passagem, quase abrupta, dos alimentos ainda insuficientemente digeridos, para o intestino.
Conclusão:
Trata-se, pois, de um “falso”
efeito digestivo do álcool que traz, como é evidente, perturbações digestivas
de vária ordem.
(texto retirado de Mello,
M.L. et al, “Manual de Alcoologia para o Clínico Geral”, Delagrange, Coimbra,
1988)
![]()
As bactérias
do iogurte são benéficas – VERDADEIRO
O iogurte é geralmente obtido pela fermentação do leite, por acção
de duas bactérias – Streptococcus
thermophilius e Lactobacillius
bulgaricus – que transforma a
lactose (o açúcar do leite) em ácido láctico. Como são adicionadas após o
processo de pasteurização do leite, estas bactérias permanecem “vivas”, tornando os iogurtes verdadeiros
“alimentos vivos”.
Um dos aspectos positivos é o facto de as 2 bactérias do iogurte
conseguirem manter no organismo um meio ácido que impede o desenvolvimento de
outros microorganismos e leveduras prejudiciais que podem causar infecções.
Para além desta vantagem, as bactérias do iogurte ajudam o nosso
corpo a reagir quando a flora intestinal se encontra fraca ou na presença de
microorganismos prejudiciais.
(texto retirado de www.pas.pt)
![]()
Diz-se muitas vezes que ingerir bebidas à refeição engorda. A
justificação apresentada é que os líquidos ajudam a esvaziar o estômago mais
rapidamente, e levam-nos a comer mais. No entanto, não existe qualquer ligação
entre estes 2 factos.
O que acontece é que as bebidas que tomamos às refeições diluem os
sucos gástricos e tornam a digestão mais longa. Apenas por essa razão (e não
porque engorda beber às refeições) é preferível beber pouco quando se come e
deixar as bebidas para os intervalos entre as refeições.
(texto retirado de www.pas.pt)
Se tiveres alguma questão / dúvida sobre estes temas:
-
Tabaco;
-
Álcool;
-
Alimentação;
-
Stress;
-
Exercício físico;
Contacta-nos através de educacao@incp.pt que nós respondemos o mais breve possível.
Ficamos à espera de noticias tuas!